Guia de Consulta ou SP/SADT? Qual usar em cada atendimento
Essa dúvida trava mais faturamento do que qualquer erro técnico: o atendimento que eu fiz entra como guia de Consulta ou como SP/SADT? Escolher errado costuma voltar como guia recusada, e ninguém quer descobrir isso depois de enviar o lote inteiro. Neste texto a gente separa as duas de um jeito prático — o que cada uma serve pra registrar, o que cada uma exige e o que muda na sua planilha.
Se os termos "guia", "lote" e "padrão TISS" ainda soam vagos, vale ler antes o que é o padrão TISS e voltar aqui.
A diferença em uma linha
- Guia de Consulta: registra uma consulta. Um atendimento, um profissional, um procedimento.
- Guia de SP/SADT: registra serviços profissionais e serviços auxiliares de diagnóstico e terapia — exames, terapias, procedimentos, sessões. Pode ter vários itens na mesma guia.
Ou seja: se o que aconteceu foi a consulta em si, é guia de Consulta. Se foi um exame, uma sessão de terapia, um procedimento realizado — mesmo que tenha sido solicitado numa consulta anterior — o caminho normal é a SP/SADT.
Como cada uma se comporta na prática
A diferença de propósito vira diferença de estrutura. É por isso que as duas têm planilhas modelo separadas.
A guia de Consulta é enxuta. Ela carrega os dados do beneficiário, do executante, do profissional e um procedimento na própria linha da guia — com o tipo de consulta, a data e o valor. Não tem lista de itens: uma linha resolve a guia inteira.
A guia de SP/SADT é mais completa, porque precisa dar conta de situações mais variadas:
- Tem bloco de solicitante (quem pediu o serviço) além do executante (quem fez).
- Tem autorização/senha — data de autorização, senha e validade.
- Tem caráter do atendimento (eletivo ou urgência) e tipo de atendimento.
- Aceita vários itens na mesma guia, cada um com data, quantidade e valor.
- Aceita outras despesas (materiais, medicamentos, taxas) além dos procedimentos.
- Aceita informar equipe profissional por item, quando mais de um profissional participou.
Por isso, no nosso conjunto de modelos, a SP/SADT completa traz os itens numa aba separada, ligados à guia por um identificador. Já a versão simplificada da SP/SADT coloca até 10 procedimentos na mesma linha da guia — mais fácil de preencher quando o caso é simples. Os dois formatos geram XML igualmente válido; a escolha é de conforto. O detalhe campo a campo está em como preencher a planilha.
Casos do dia a dia
Alguns exemplos do tipo que mais aparece em consultório pequeno:
- Paciente veio na consulta, foi avaliado e foi embora. Guia de Consulta.
- Paciente veio fazer um exame já solicitado por outro profissional. SP/SADT — e aqui o bloco de solicitante importa, porque quem pediu não é quem executou.
- Sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia. SP/SADT, normalmente com um item por sessão realizada.
- Procedimento feito no mesmo dia da consulta. Costuma dar duas guias: a Consulta e a SP/SADT do procedimento. Como registrar isso depende da orientação da operadora.
- Procedimento com material ou medicamento usado. SP/SADT, com os materiais entrando como outras despesas.
Quem dá a palavra final é a operadora. O padrão TISS define quais guias existem e como cada uma é montada — mas a orientação sobre qual guia usar em cada situação, e o que o seu contrato prevê, vem do convênio. Se o caso for fora do comum, uma pergunta rápida pra operadora economiza um lote devolvido. A conversão garante que a guia saia válida e no padrão da ANS; ela não decide por você qual guia o convênio espera.
Escolheu errado: o que acontece
Nada de irreversível. Se a guia foi enviada no tipo errado, a operadora normalmente devolve e você refaz — muda a planilha modelo, transfere os dados, gera o XML de novo e reenvia.
O que dá pra evitar é o retrabalho em massa: quando você fatura 40 guias de uma vez e todas foram montadas no tipo errado, o conserto custa uma tarde. Vale confirmar o tipo antes do primeiro lote de cada convênio novo — e depois disso o padrão se repete todo mês.
O que muda no seu fluxo
Na prática, a decisão acontece antes da planilha: você separa os atendimentos do mês em dois grupos (consultas de um lado, serviços e exames do outro), preenche o modelo correspondente a cada grupo e gera o XML de cada um. Os modelos de planilha já vêm prontos pros dois tipos, com as colunas na ordem certa.
Se a sua dúvida agora é o que exatamente preciso preencher numa SP/SADT, o guia como preencher a planilha mostra campo a campo, com os obrigatórios marcados.
Monte a guia certa e gere o XML
Escolhido o tipo, o resto é rápido.
O Conversor TISS.cx tem planilha modelo pra Consulta e pra SP/SADT, e transforma qualquer uma delas em XML TISS válido em segundos — apontando a aba, a linha e o campo exato se faltar alguma informação. Comece com 20 guias grátis por mês.