Campos obrigatórios da guia SP/SADT no XML TISS
A guia SP/SADT tem dezenas de campos, e a primeira vez que você olha pra ela dá vontade de fechar o arquivo. A boa notícia é que a maioria é opcional. Existe um núcleo de campos que precisa estar preenchido pra guia ser válida — e é esse núcleo que a gente lista aqui, bloco por bloco, na ordem em que você vai encontrar na planilha.
Ainda em dúvida se o seu atendimento é SP/SADT ou Consulta? Resolva isso primeiro em guia de Consulta ou SP/SADT — preencher a guia errada com todo carinho não adianta.
Antes da lista: dois avisos que evitam frustração
1. A obrigatoriedade muda conforme a versão do TISS. Um campo exigido na 4.03.00 pode não existir na 3.05.00, e vice-versa. A lista abaixo é o núcleo comum que vale pra maioria dos casos; pra conferir campo a campo na versão específica da sua operadora, use a tabela campos por versão TISS, que sai dos schemas oficiais da ANS.
2. Campo obrigatório preenchido garante um XML válido — não garante o pagamento. São coisas diferentes, e vale repetir: a estrutura é o padrão da ANS; a análise da guia é do convênio.
Identificação da guia
- Convênio — a qual operadora essa guia pertence.
- Número da Guia no Prestador — o número que você dá pra guia. Não pode repetir dentro do mesmo prestador.
Autorização e senha
- Data da Autorização — obrigatória.
- Senha e validade da senha são opcionais no padrão, mas várias operadoras exigem quando o procedimento passou por autorização prévia. Se você recebeu senha, informe.
Beneficiário (o paciente)
- Número da Carteira — o número da carteirinha, do jeito que está no cartão.
- Atendimento a RN — indica se o atendimento foi ao recém-nascido usando a carteira da mãe. Mesmo quando a resposta é "não", o campo precisa estar preenchido.
- Nome do Beneficiário.
Solicitante (quem pediu o serviço)
Este bloco é o que mais gera dúvida, porque em consultório pequeno quem solicita e quem executa costumam ser a mesma pessoa — e mesmo assim o bloco precisa ser preenchido.
- Tipo de Identificação do Solicitante e Identificação do Solicitante.
- Nome do Contratado.
- Conselho Profissional, Número do Conselho, UF do Conselho e CBOS.
Solicitação
- Caráter do Atendimento — eletivo ou urgência/emergência.
Executante (quem realizou)
- Tipo de Identificação do Executante e Identificação do Executante.
- Nome do Executante.
- CNES — o código do estabelecimento.
Dados do atendimento
- Tipo de Atendimento.
- Indicação de Acidente — inclusive quando não houve acidente; existe a opção pra isso.
- Regime de Atendimento.
Profissional executante
Os dados de quem efetivamente realizou o procedimento:
- Tipo de Identificação e Identificação do Profissional.
- Nome do Profissional.
- Conselho Profissional, Número do Conselho, UF do Conselho e CBOS.
Os procedimentos
Cada procedimento da guia precisa do conjunto completo — não adianta preencher metade:
- Código da Tabela — de qual tabela vem o código (a TUSS é a mais comum).
- Código do Item e Descrição do Item.
- Data de Execução.
- Quantidade Executada.
- Redução/Acréscimo — quando não há, vai o valor cheio, não em branco.
- Valor Unitário.
Outras despesas (só quando houver)
Se a guia inclui material, medicamento ou taxa, esses itens entram como outras despesas — e aí dois campos passam a ser obrigatórios para eles:
- Código de Despesa.
- Unidade de Medida.
Registro na ANVISA, código do fabricante e autorização de funcionamento continuam opcionais no padrão, mas alguns convênios pedem para materiais e medicamentos específicos.
Equipe profissional (opcional, com pegadinha)
Informar a equipe é opcional. Mas se você decidir informar, os campos do profissional passam todos a ser obrigatórios: tipo de identificação, identificação, nome, conselho, número, UF e CBOS. É o clássico "meio preenchido" que derruba o arquivo — ou preencha o bloco inteiro, ou deixe todo em branco.
A lista acima é a do nosso modelo de planilha, na variação que só traz campos obrigatórios. Ela cobre o núcleo do padrão, mas cada operadora pode pedir (e via de regra pede) campos adicionais dentro do que o TISS permite. A referência definitiva por versão está em campos por versão TISS; a referência definitiva do que aquele convênio quer é o próprio convênio.
Os erros que mais aparecem nesses campos
Depois de tudo preenchido, o que ainda costuma travar é formato, não ausência:
- Data escrita num formato que o padrão não aceita.
- Valor com separador errado, ou vindo do Excel como texto.
- Carteirinha sem os zeros à esquerda, porque o Excel os comeu.
- Código de procedimento que não existe na tabela informada.
- Bloco de equipe preenchido pela metade.
Se você já recebeu uma recusa e quer o roteiro de conserto, o texto guia recusada por erro de estrutura cobre caso a caso.
Deixe a validação apontar o que falta
Conferir campo obrigatório na mão, em 40 guias, é exatamente o tipo de trabalho que a máquina faz melhor.
O Conversor TISS.cx já entrega a planilha modelo com os campos obrigatórios marcados e, na conversão, aponta a aba, a linha e o campo exato que está faltando ou inválido — antes de você enviar pra operadora. Comece com 20 guias grátis por mês.